Banca de QUALIFICAÇÃO: AUREA CONCEIÇÃO BASTOS DONATO MACEDO

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : AUREA CONCEIÇÃO BASTOS DONATO MACEDO
DATA : 29/05/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Sala de reuniões do PPGB
TÍTULO:

INFORMAÇÃO E RESISTÊNCIA: PROMOÇÃO DA JUSTIÇA RACIAL E EQUIDADE DE GÊNERO A PARTIR DE UMA CARTILHA ANTIRRACISTA SOBRE MULHERES QUILOMBOLAS DA COMUNIDADE SOUZA DA CHAPADA DO ARARIPE


PALAVRAS-CHAVES:

mulheres quilombolas; interseccionalidade; memória social; justiça racial.


PÁGINAS: 85
RESUMO:

As mulheres quilombolas enfrentam múltiplas desigualdades relacionadas às interseccionalidades de raça, gênero e classe social, frequentemente invisibilizadas pelos sistemas hegemônicos de produção do conhecimento. No campo da Biblioteconomia e Ciência da Informação, a valorização de suas experiências, memórias e práticas culturais amplia as discussões sobre informação, memória social, resistência e justiça social. O estudo problematiza como essas interseccionalidades atravessam as experiências de vida, o acesso aos direitos e a participação política das mulheres remanescentes da Comunidade dos Quilombolas Souza da Chapada do Araripe, Ceará (CE). Busca construir uma cartilha antirracista para promoção da justiça racial e equidade de gênero a partir das experiências das mulheres da comunidade pesquisada. Adota abordagem qualitativa, de caráter exploratório e de campo, utilizando entrevistas semiestruturadas, observação participante e análise documental. Os dados são analisados por meio da análise de conteúdo de Bardin, articulada à perspectiva interseccional, ao feminismo negro e às epistemologias feministas negras. Os resultados parciais indicam que as mulheres quilombolas desempenham papel central na preservação da memória coletiva, na transmissão de saberes tradicionais e na manutenção das práticas culturais da comunidade. Observa-se ainda que essas mulheres atuam como produtoras e mediadoras de informação, contribuindo para a circulação de conhecimentos historicamente marginalizados. A cartilha digital antirracista apresenta-se como instrumento de mediação da informação e valorização dos saberes quilombolas. Conclui-se, de forma parcial, que as experiências das mulheres quilombolas constituem importantes formas de produção de informação, memória e resistência cultural, ampliando as discussões da Biblioteconomia e Ciência da Informação acerca da justiça social, da diversidade e da valorização de saberes historicamente invisibilizados.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - ***.001.334-** - LEYDE KLEBIA RODRIGUES DA SILVA - UFRJ
Interno - JUCIELDO FERREIRA ALEXANDRE
Interna - MARIA CLEIDE RODRIGUES BERNARDINO
Externa à Instituição - DÁVILA MARIA FEITOSA DA SILVA - UPE
Notícia cadastrada em: 27/05/2026 11:15
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